|
|
Thursday, August 7th, 2003
|
|
Saturday, July 26th, 2003
|
|
|

promises. no surprises and no excuses at all.
(as always)
----
Boas férias!*
|
|
Comments: Read 8 or Add Your Own.
|
|
Thursday, June 19th, 2003
|
|
|
Ok, ok. Não resisti e voltei só para dizer apenas isto...
Vendo uma entrada do livejournal do retorta, descobri que o Francisco José Viegas tem um blog. Direitinho de Aviz:
"AVIZ. Ao fim da tarde, Aviz é provavelmente uma das vilas mais simpáticas de Portugal. Há laranjeiras nas ruas, a luz parece laranja-ocre-azul (isto é lá cor?), como a dos rodapés das casas. Ontem, aqui, perguntaram-me como é viver em Aviz: como em outro lugar qualquer, mas com menos gente e mais céu e mais água na barragem do Maranhão. Não dá para fazer poesia com isso, sobre viver no campo, perto da natureza, rodeado de alentejanos, com pão de forno, beldroegas, espinafres, empadas de galinha, autarcas comunistas, excursões de reformados, oficinas de automóveis e resquícios saudáveis de Portugal velho. Não tenho uma fé intensa nas coisas do campo nem nos subsídios da PAC, a vida é muito simples nesta matéria: tenho biblioteca, jardim, casa, vizinhos, um largo diante da porta. Gosto de Aviz ao fim do dia — com a cor do crepúsculo, laranja-ocre-azul. E ao amanhecer. Não há supermercados, livrarias, lojas de charutos, sex-shops ou armazéns da Zara, mas há um hábito saudável que é o de ir a Espanha fazer as compras do mês, ou encomendar pela net — entregam em casa, direitinho. Como concelho de maioria comunista, tem os anos contados; a população está a desaparecer a um ritmo desastroso. Também não tem ADSL ou netcabo, mas os livros da Amazon.com chegam pelo correio na mesma. Os melros estão no mesmo sítio, há meia-dúzia (não mais, atenção) de bons agricultores que não vivem exclusivamente de subsídios, e o pão da D. Margarida, que vem de Benavila ou Casa Branca, é o melhor da zona. Não é o cúmulo da felicidade, mas já nem me lembro de alguém falar do assunto."
tudo isto é tão verdade, mas também gosto de acordar de manhãzinha com o galo a cantar ou do cheiro da terra molhada quando acaba de chover. :')
xô saudades -
|
|
Comments: Read 3 or Add Your Own.
|
|
Saturday, June 14th, 2003
|
| Time: | 3:12 pm. |
| Mood: | working. |
|
14.06.2003
Eu nunca gostei de despedidas, portanto vamos fazer disto um começo. :)
Este Livejournal apenas terá mais uma entrada, onde darei a minha próxima morada. :) Não pretendo apagar o LJ, estou a pensar mantê-lo à laia de recordação. Custa-me sempre muito deitar qualquer coisa para o lixo, mesmo os bilhetes do cinema, o postal do Verão ou o selo que veio de França. Estou a trabalhar já num novo site, uma coisa ligeiramente diferente do antigo just-be. Mas, por agora não posso adiantar mais nada, porque nem sei bem que rumo é que as coisas vão tomar. Vamos deixar as coisas correrem naturalmente.
A todos aqueles que, como eu, vão ter exames este ano, desejo *muito* boa sorte. Aos outros, quero dar um beijinho e dizer um 'até breve'. :) Obrigada por partilharem coisas tão bonitas.
See you soon, Inês
|
|
Comments: Read 10 or Add Your Own.
|
|
|
Alguém sabe de uma letra de uma música / poema /whatever que meta bruxas ou fadas ? Eu já tenho algumas, mas acho que nenhuma se adequa às fotografias que tenho para aqui. E por isso, precisava da vossa ajuda.
Merci.
PS - O meu livejournal é capaz de hibernar alguns tempos (or not). Não sei bem o que hei-de fazer com o site e com o LJ, mas o mais normal é que desapareçam ou que levem remodelação. Depois logo se vê. Tudo a correr bem. *
|
|
Comments: Read 10 or Add Your Own.
|
|
Thursday, April 24th, 2003
|
|
Tuesday, April 15th, 2003
|
| Time: | 6:21 pm. |
| Mood: | discontent. |
|
Dancemos no MundoIsto é como tudo não há-de ser nada a minha namorada é tudo que eu queira mas vive para lá da fronteira Separam-nos cordas separam-nos credos e creio que medos e creio que leis nos colam à pele papéis Tratados, acordos são pântanos, lodos Pisemos a pista é bom que se insista dancemos no mundo Eu só queria dançar contigo sem corpo visível dançar como amigo se fosse possível dois pares de sapatos levantando o pó dançar como amigo só Por ódio passado (que seja maldito) amor favorito não tem importância se for é de circunstância Separam-nos crimes separam-nos cores a noite é de horrores quem disse que é lindo o sol-posto de um dia findo Sozinho adormeço E em teu corpo apareço Pisemos a pista é bom que se insista dancemos no mundo Eu só queria dançar contigo sem corpo visível dançar como amigo se fosse possível dois pares de sapatos levantando o pó dançar como amigo só Em passos tão simples trocar endereços num mundo de acessos ar onde sufocas lugar de supostas trocas Separam-nos facas separam-nos fatwas pai-nossos e datas e excomunhões acondicionando paixões Acenda-se a tua luz na minha rua Pisemos a pista é bom que se insista dancemos no mundo Eu só queria dançar contigo sem corpo visível dançar como amigo se fosse possível dois pares de sapatos levantando o pó dançar como amigo só Sérgio Godinho ---- Pegar em fotografias, montar e dar-lhes vida através de canções é umas das coisas que mais tenho gostado de fazer nestes últimos tempos. :) Ah, para os mais esquecidos, o disco do Sérgio Godinho sai dia 21 de Abril, isto é, na próxima Segunda-feira. E eu fico com um grande, grande, grande, grande problema, porque devo ir para o Alentejo (e sem possibilidade de deslocação) na próxima Sexta e só devo vir na outra semana. Ou seja. snif, só vou ouvir o Cd uns dias mais tarde. snif snif. buá. Ninguém disse que a vida era justa.
|
|
Comments: Read 12 or Add Your Own.
|
| Time: | 5:09 pm. |
| Mood: | working. |
|
 Confirma-se. Os Coldplay perseguem-me, ou sou eu que os persigo. ---- Eu bem queria ir para o "blue velvet dress" ( sim, pois).
|
|
Comments: Read 12 or Add Your Own.
|
|
|
 o cabelo a baloiçar à frente aos olhos
-----------------------------
Não houve ainda dia nenhum em que não acordasse e não pensasse no dia do concerto. Não vou falar muito disso, porque já tentei algumas vezes e a única coisa que consigo dizer é "Oh, foi tão bom" ou qualquer coisa do género sem jeito nenhum. Por mais que diga - ou tente dizer - acabo por não conseguir fazer sentir aos outros nem metade daquilo que se passou. :) Foi mesmo muito bom. Gostei muito de rever uns e conhecer outros. E temos de repetir isto mais vezes.
Ou como diz o outro (:P): "Isto é incrível" (ler com sotaque estranho)
|
|
Comments: Read 8 or Add Your Own.
|
|
Saturday, April 12th, 2003
|
|
|
Senhor Presidente:
Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito. Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir ? A nossa arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome e a miséria.
Alguns de nós estranharam o critério que levava a que o nosso nome fosse manchado enquanto outras nações beneficiavam da vossa simpatia. Por exemplo, o nosso vizinho - a África do Sul do "apartheid" - violava de forma flagrante os direitos humanos. Durante décadas fomos vítimas da agressão desse regime. Mas o regime do "apartheid" mereceu da vossa parte uma atitude mais branda: o chamado "envolvimento positivo". O ANC esteve também na lista negra como uma "organização terrorista!". Estranho critério que levaria a que, anos mais tarde, os taliban e o próprio Bin Laden fossem chamadas de "freedom fighters" por estrategas norte-americanos.
Pois eu, pobre escritor de um pobre país, tive um sonho. Como Martin Luther King certa vez sonhou que a América era uma nação de todos os americanos. Pois sonhei que eu era não um homem mas um país. Sim, um país que não conseguia dormir. Porque vivia sobressaltado por terríveis factos. E esse temor fez com que proclamasse uma exigência. Uma exigência que tinha a ver consigo, Caro Presidente. E eu exigia que os Estados Unidos da América procedessem à eliminação do seu armamento de destruição massiva. Por razão desses terríveis perigos eu exigia mais: que inspectores das Nações Unidas fossem enviados para o vosso país. Que terríveis perigos me alertavam? Que receios o vosso país me inspiravam? Não eram produtos de sonho, infelizmente. Eram factos que alimentavam a minha desconfiança. A lista é tão grande que escolherei apenas alguns:
- Os Estados Unidos foram a única nação do mundo que lançou bombas atómicas sobre outras nações;
- O seu país foi a única nação a ser condenada por "uso ilegítimo da força" pelo Tribunal Internacional de Justiça;
- Forças americanas treinaram e armaram fundamentalistas islâmicos mais extremistas (incluindo o terrorista Bin Laden) a pretexto de derrubarem os invasores russos no Afeganistão;
- O regime de Saddam Hussein foi apoiado pelos EUA enquanto praticava as piores atrocidades contra os iraquianos (incluindo o gaseamento dos curdos em 1998);
- Como tantos outros dirigentes legítimos, o africano Patrice Lumumba foi assassinado com ajuda da CIA. Depois de preso e torturado e baleado na cabeça o seu corpo foi dissolvido em ácido clorídico;
- Como tantos outros fantoches, Mobutu Seseseko foi por vossos agentes conduzido ao poder e concedeu facilidades especiais à espionagem americana: o quartel-general da CIA no Zaire tornou-se o maior em África. A ditadura brutal deste zairense não mereceu nenhum reparo dos EUA até que ele deixou de ser conveniente, em 1992;
- A invasão de Timor Leste pelos militares indonésios mereceu o apoio dos EUA. Quando as atrocidades foram conhecidas, a resposta da Administração Clinton foi "o assunto é da responsabilidade do governo indonésio e não queremos retirar-lhe essa responsabilidade";
- O vosso país albergou criminosos como Emmanuel Constant um dos líderes mais sanguinários do Taiti cujas forças para-militares massacraram milhares de inocentes. Constant foi julgado à revelia e as novas autoridades solicitaram a sua extradição. O governo americano recusou o pedido.
- Em Agosto de 1998, a força aérea dos EUA bombardeou no Sudão uma fábrica de medicamentos, designada Al-Shifa. Um engano? Não, tratava-se de uma retaliação dos atentados bombistas de Nairobi e Dar-es-Saalam.
- Em Dezembro de 1987, os Estados Unidos foi o único país (junto com Israel) a votar contra uma moção de condenação ao terrorismo internacional. Mesmo assim, a moção foi aprovada pelo voto de cento e cinquenta e três países.
- Em 1953, a CIA ajudou a preparar o golpe de Estado contra o Irão na sequência do qual milhares de comunistas do Tudeh foram massacrados. A lista de golpes preparados pela CIA é bem longa.
- Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA bombardearam: a China (1945-46), a Coreia e a China (1950-53), a Guatemala (1954), a Indonésia (1958), Cuba (1959-1961), a Guatemala (1960), o Congo (1964), o Peru (1965), o Laos (1961-1973), o Vietname (1961-1973), o Camboja (1969-1970), a Guatemala (1967-1973), Granada (1983), Líbano (1983-1984), a Líbia (1986), Salvador (1980), a Nicarágua (1980), o Irão (1987), o Panamá (1989), o Iraque (1990-2001), o Kuwait (1991), a Somália (1993), a Bósnia (1994-95), o Sudão (1998), o Afeganistão (1998), a Jugoslávia (1999)
- Acções de terrorismo biológico e químico foram postas em prática pelos EUA: o agente laranja e os desfolhantes no Vietname, o vírus da peste contra Cuba que durante anos devastou a produção suína naquele país.
- O Wall Street Journal publicou um relatório que anunciava que 500 000 crianças vietnamitas nasceram deformadas em consequência da guerra química das forças norte-americanas.
Acordei do pesadelo do sono para o pesadelo da realidade. A guerra que o Senhor Presidente teimou em iniciar poderá libertar-nos de um ditador. Mas ficaremos todos mais pobres. Enfrentaremos maiores dificuldades nas nossas já precárias economias e teremos menos esperança num futuro governado pela razão e pela moral. Teremos menos fé na força reguladora das Nações Unidas e das convenções do direito internacional. Estaremos, enfim, mais sós e mais desamparados.
Senhor Presidente:
O Iraque não é Saddam. São 22 milhões de mães e filhos, e de homens que trabalham e sonham como fazem os comuns norte-americanos. Preocupamo-nos com os males do regime de Saddam Hussein que são reais. Mas esquece-se os horrores da primeira guerra do Golfo em que perderam a vida mais de 150 000 homens.
O que está destruindo massivamente os iraquianos não são as armas de Saddam. São as sanções que conduziram a uma situação humanitária tão grave que dois coordenadores para ajuda das Nações Unidas (Dennis Halliday e Hans Von Sponeck) pediram a demissão em protesto contra essas mesmas sanções.
Explicando a razão da sua renúncia, Halliday escreveu: "Estamos destruindo toda uma sociedade. É tão simples e terrível como isso. E isso é ilegal e imoral". Esse sistema de sanções já levou à morte meio milhão de crianças iraquianas.
Mas a guerra contra o Iraque não está para começar. Já começou há muito tempo. Nas zonas de restrição aérea a Norte e Sul do Iraque acontecem continuamente bombardeamentos desde há 12 anos. Acredita-se que 500 iraquianos foram mortos desde 1999. O bombardeamento incluiu o uso massivo de urânio empobrecido (300 toneladas, ou seja 30 vezes mais do que o usado no Kosovo)
Livrar-nos-emos de Saddam. Mas continuaremos prisioneiros da lógica da guerra e da arrogância. Não quero que os meus filhos (nem os seus) vivam dominados pelo fantasma do medo. E que pensem que, para viverem tranquilos, precisam de construir uma fortaleza. E que só estarão seguros quando se tiver que gastar fortunas em armas. Como o seu país que despende 270 000 000 000 000 dólares (duzentos e setenta biliões de dólares) por ano para manter o arsenal de guerra. O senhor bem sabe o que essa soma poderia ajudar a mudar o destino miserável de milhões de seres.
O bispo americano Monsenhor Robert Bowan escreveu- lhe no final do ano passado uma carta intitulada "Porque é que o mundo odeia os EUA ?" O bispo da Igreja Católica da Florida é um ex--combatente na guerra do Vietname. Ele sabe o que é a guerra e escreveu: "O senhor reclama que os EUA são alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que absurdo, Sr. Presidente ! Somos alvos dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos dos terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes popularmente eleitos substituindo-os por ditadores militares, fantoches desejosos de vender o seu próprio povo às corporações norte-americanas multinacionais ? E o bispo conclui: O povo do Canadá desfruta de democracia, de liberdade e de direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia. Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os direitos humanos. Somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos países do Terceiro Mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas multinacionais."
Senhor Presidente:
Sua Excelência parece não necessitar que uma instituição internacional legitime o seu direito de intervenção militar. Ao menos que possamos nós encontrar moral e verdade na sua argumentação. Eu e mais milhões de cidadãos não ficamos convencidos quando o vimos justificar a guerra. Nós preferíamos vê- lo assinar a Convenção de Kyoto para conter o efeito de estufa. Preferíamos tê-lo visto em Durban na Conferência Internacional contra o Racismo.
Não se preocupe, senhor Presidente. A nós, nações pequenas deste mundo, não nos passa pela cabeça exigir a vossa demissão por causa desse apoio que as vossas sucessivas administrações concederam apoio a não menos sucessivos ditadores. A maior ameaça que pesa sobre a América não são armamentos de outros. É o universo de mentira que se criou em redor dos vossos cidadãos. O perigo não é o regime de Saddam, nem nenhum outro regime. Mas o sentimento de superioridade que parece animar o seu governo. O seu inimigo principal não está fora. Está dentro dos EUA. Essa guerra só pode ser vencida pelos próprios americanos.
Eu gostaria de poder festejar o derrube de Saddam Hussein. E festejar com todos os americanos. Mas sem hipocrisia, sem argumentação e consumo de diminuídos mentais. Porque nós, caro Presidente Bush, nós, os povos dos países pequenos, temos uma arma de construção massiva: a capacidade de pensar.
Mia Couto
|
|
Comments: Read 5 or Add Your Own.
|
|
Saturday, March 29th, 2003
|
|
|
Se eu vejo esta semana passada... E depois para a outra, saber que tenho cabeça para ficar até às 2, 3 da manhã a fazer um relatório e que vou ter que me obrigar a levantar às 6 da manhã. Tenho saudades disso. (sim, eu sei, às vezes dá-me para o masoquismo)
|
|
Comments: Add Your Own.
|
|
|
If you go, If you die, If you kill.
tenho andado incapaz de fotografar há talvez um mês, hoje consegui novamente.
|
|
Comments: Read 7 or Add Your Own.
|
|
|